Ontem, pela primeira vez, a Baby que não é mais Baby, mas para sempre vai ser Bel, tomou um estabaco durante um passeio da escola. Quando retornaram, a coordenadora me ligou informando o que tinha acontecido.
A mediadora colocou a pequena em pé ao lado dos colegas para uma foto na estátua do Tom Jobim, no arpoador, e afastou-se um pouco para não aparecer. A foto foi tirada, mas logo em seguida a Izabel desequilibrou e tombou para a frente, ficando com um galo na testa e um raladinho perto do olho.
Ouvi calmamente a coordenadora me contar que ela não chorou muito e eles já haviam colocado gelo e reparil, completei pedindo que não a deixassem dormir caso ela demonstrasse vontade de deitar. Claro que mãe sempre se preocupa com essas coisas. Não posso negar que meu coração acelerou e eu pude sentir meus olhos encherem um pouquinho com lágrimas que não chegaram a cair mas, ao mesmo tempo, senti um sorriso brotar no meu rosto e me despedi da coordenadora dizendo que cair faz parte. Todas as crianças caem e essa foi mais uma nova experiência para a Bel.
Realmente, não dá para aparar o tempo inteiro. Às vezes eles vão cair, vão se machucar e isso faz parte da vida, do amadurecimento e do próprio entendimento das limitações.
Abaixo, um galo roxo, um ralado vermelho e um beijo de amor banguela... Todos à direita de quem vê e à esquerda de quem sente!
quarta-feira, 25 de março de 2015
segunda-feira, 26 de janeiro de 2015
A lucrativa indústria dos produtos adaptados
Nasce o tão esperado filho. Nasce
uma família com preocupações e novos gastos, mas aqui em casa a nova filha
passou por complicações no parto que a levaram a uma lesão hipoxico-isquêmica
ou, para facilitar a leitura, a ser uma pessoa com necessidades especiais.
Necessidades essas que só com o tempo pudemos notar e que, incessantemente,
lutamos para diminuí-las.
Além de todos os tratamentos,
opiniões de especialistas, buscas de terapias alternativas e complementares, além
de tudo aquilo que nos deparamos e desbravamos quando nos dedicamos a uma causa,
veio também uma nova forma de consumo.
O mundo inteiro sabe que o Brasil
é verdadeiramente atrasado em relação à acessibilidade e disponibilidade de
produtos adaptados para seus habitantes. São poucas as nacionais empresas
especializadas e, normalmente, a importação é o meio mais seguro de adquirir
produtos realmente úteis e eficazes, porém as altas taxas de importação, o
risco de o produto ser retido e novamente taxado na Alfândega e,
principalmente, o fato de não termos como testar em nossos filhos aquilo que
compramos para ele, tornam a aquisição de algo “recomendado” para o bom
desenvolvimento de nosso pequeno pacote que veio com “defeito” de fábrica um
grande tormento.
Após seis anos e meio de
“maternidade especial”, hoje, posso dizer que já experimentei muita coisa,
segui inúmeros conselhos de terapeutas, comprei coisas boas e que ajudaram
muito a Izabel a ter, sim, melhor qualidade de vida, assim como adquiri
produtos que não foram úteis para ela, pois faltavam adaptações ou tamanho
inadequado para ela. Enfim, o risco que se tem quando se compra sem ver. E ver
não é apenas testar por um instante, ver é saber como funciona no dia a dia,
qual a praticidade daquilo, como após 30 minutos a criança vai estar se
portando, etc.
Digo isso, pois minha última
grande aquisição foi um carrinho, o Kimba Spring. Comprei o produto usado pelo
e-bay da Alemanha e pedi para enviarem à Amsterdam, onde mora uma amiga que eu
visitaria em breve. Quando cheguei, deparei-me com aquele trambolhão. Era
enorme o carrinho e vinha apenas com um suporte peitoral. Eu achava que incluía
cinto de cinco pontos, mas não. A compra em si foi útil, pois é uma cadeira
muito boa e confortável, mas quando retornei ao Brasil tive que procurar uma
revendedora e adquirir suportes opcionais para que Izabel pudesse ficar bem
posturada em seu novo veículo. Aquisição essa que custou a metade do preço do
Kimba. Essas coisas acontecem e, infelizmente, não adianta estressar ou
frustrar.
Pessoas com necessidades
especiais são chamadas dessa maneira porque necessitam sempre de algo além, de
algo diferente do que encontramos no mercado. E é aqui que mora o tópico para o
qual chamei atenção através do post. A indústria que existe por trás de todas
essas questões. A mesma indústria que torna acessível por facilitar, adaptar e
incluir, só proporciona isso para quem tem condições financeiras. Sobretudo no
Brasil, não temos uma política favorável a facilitar a aquisição desses
necessários produtos. Tudo poderia ser feito através de uma análise, perícia
médica, como acontece na Europa, por exemplo. Mas não. Ou você depende das
associações, que disponibilizam produtos com qualidade muito inferior aos estrangeiros,
ou paga do próprio bolso a importação dos mesmos.
Durante alguns anos, desde que me
deparei com essa questão fiquei, sim, muito desestimulada. Queria o melhor para
a minha filha, mas não tinha condições de adquirir. Porque os produtos são
caríssimos, porque não fazem algo que seja realmente acessível. Afinal de
contas, acessibilidade é também “a qualidade do
que é acessível, ou seja, é aquilo que é atingível, que tem acesso
fácil. É um substantivo feminino que está relacionado àquilo
que tem facilidade de aproximação, no trato e na aquisição”. Mas na
prática não é tão fácil assim adquirir o que se precisa.
Após a revolução industrial, com o
surgimento da produção em massa que barateou os produtos através de um padrão
de produção em larga escala, muita coisa se tornou acessível para a população,
mas claro, entendo que neste caso, especificamente, os equipamentos adaptados
não têm como serem feitos em tão larga escala, pois apenas uma parcela da
população os utiliza e, mesmo assim, muitas vezes necessitam de adaptações
extras. Ou seja, muitos produtos são quase personalizados e isso acaba por torná-los
cada vez mais caros. Porém, fica a dúvida mais uma vez, porque não fazê-los de
forma torná-los mais econômicos ou utilizáveis por mais tempo?
O governo não vai se responsabilizar
por incluir novos cidadãos com necessidades específicas tornando suas vidas
mais práticas. Nem os espaços públicos são acessíveis, nem as ruas de
Copacabana, onde encontramos um dos IPTU´s mais caros do mundo, tampouco o
prédio do meu pai, nem os ônibus, metrôs, táxis, áreas de lazer, parques, escolas,
teatros, cinemas, de um modo geral são acessíveis, porque então viabilizar
produtos adequados?
Enquanto isso, as lojas especializadas
vão se firmando como únicas provedoras de produtos para portadores de
necessidades especiais, sentindo-se muito à vontade para cobrar os mais altos
valores ao passo que os revendedores nacionais continuam a importar os produtos
com sobretaxa para revendê-los pelo dobro do preço de custo.
Acredito que essa questão ficará em
aberto por muito tempo e como alternativa, só vejo a possibilidade de criarmos
uma enorme rede de trocas. O famoso é dando que se recebe. Quem sabe através de
um pensamento mais igualitário, não conseguimos que um maior número de pessoas
tenha os equipamentos que necessita?
terça-feira, 26 de agosto de 2014
A felicidade está nas pequenas surpresas do cotidiano
Cheguei em casa após o trabalho e havia uma linda menina que - com ajuda - andava no corredor a me esperar. Essa menina, com seu doce sorriso, fez-me sentir como se tivesse acabado de levantar da cama. Ao vê-la esforçar-se a se locomover, esqueci-me de que acabava de retornar do trabalho, na Barra da Tijuca, de ônibus. Conforme ela ia se aproximando mais felicidade se propagava em meu coração.
Essa menina Izabel, cujo nome foi escolhido por mim, surpreendeu-me ao dirigir-se até o móvel da sala e ficar apoiada em seus braços- agora sozinha - por uns 7 segundos, enquanto eu pegava os dedoches que pouco antes ela tinha apontado, sinalizando que os desejava.
A Ela eu devo toda a minha atenção. A Ela eu devo a minha maneira de olhar o mundo. E viver isso foi tão precioso que preferi guardar na memória.
Não tenho fotos desse momento, mas venho compartilhar com vocês a minha gratidão. Poder viver essas e outras pequenas grandes coisas é o diferencial da minha vida. É o que faz tudo ter sentido. E compartilhar meu olhar de mãe especial é minha contribuição para que vejam como a vida pode ser linda e sutil.
A felicidade está nas pequenas surpresas do cotidiano, nas pequenas ações de um ser humano. Somos todos distintos, somos todos dotados de potencialidades desconhecidas de outrem que não nós mesmos. Somos todos luz e amor, basta despertar esse sentimento em nossos corações.
Essa menina Izabel, cujo nome foi escolhido por mim, surpreendeu-me ao dirigir-se até o móvel da sala e ficar apoiada em seus braços- agora sozinha - por uns 7 segundos, enquanto eu pegava os dedoches que pouco antes ela tinha apontado, sinalizando que os desejava.
A Ela eu devo toda a minha atenção. A Ela eu devo a minha maneira de olhar o mundo. E viver isso foi tão precioso que preferi guardar na memória.
Não tenho fotos desse momento, mas venho compartilhar com vocês a minha gratidão. Poder viver essas e outras pequenas grandes coisas é o diferencial da minha vida. É o que faz tudo ter sentido. E compartilhar meu olhar de mãe especial é minha contribuição para que vejam como a vida pode ser linda e sutil.
A felicidade está nas pequenas surpresas do cotidiano, nas pequenas ações de um ser humano. Somos todos distintos, somos todos dotados de potencialidades desconhecidas de outrem que não nós mesmos. Somos todos luz e amor, basta despertar esse sentimento em nossos corações.
quarta-feira, 12 de março de 2014
Doe livros para Mães de UTI
Estou com mais um projeto de "promoção" do livro Mãe da Izabel, desta vez, resolvi fazê-lo através do Catarse. Um site de financiamento coletivo.
O projeto consiste no lançamento do livro "Mãe da Izabel" + campanha de doação de livros para Mães de UTI em Fortaleza e Porto Alegre. Escolhi estas cidades, pois conheço pessoas que passam por situações semelhantes e que podem me ajudar a chegar no meu público alvo com maior facilidade.
No Catarse, é tudo ou nada! Ou os projetos são financiados por completo, se atingirem o valor total da verba necessária, ou são indeferidos e todo o valor doado é estornado para os apoiadores. Por isso, a participação de todos é fundamental. Quando mais gente sabendo do projeto, maior a possibilidade de doações e mais perto de viabilizá-lo estamos!
Não perca tempo, entrem no link aqui e deem uma olhadinha no que preparei para vocês! Acho que vão gostar...
Um beijão e, sempre, obrigada!!!!
O projeto consiste no lançamento do livro "Mãe da Izabel" + campanha de doação de livros para Mães de UTI em Fortaleza e Porto Alegre. Escolhi estas cidades, pois conheço pessoas que passam por situações semelhantes e que podem me ajudar a chegar no meu público alvo com maior facilidade.
No Catarse, é tudo ou nada! Ou os projetos são financiados por completo, se atingirem o valor total da verba necessária, ou são indeferidos e todo o valor doado é estornado para os apoiadores. Por isso, a participação de todos é fundamental. Quando mais gente sabendo do projeto, maior a possibilidade de doações e mais perto de viabilizá-lo estamos!
Não perca tempo, entrem no link aqui e deem uma olhadinha no que preparei para vocês! Acho que vão gostar...
Um beijão e, sempre, obrigada!!!!
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quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014
Balanço de 2013 - o ano não convulsivo
Desculpem-me o tempo que estou afastada daqui ou a falta de tempo para inspirar-me a escrever novamente. Na realidade, a velocidade das redes sociais acaba abafando esse espaço de calmaria que é o blog.
Que 2013 voou não preciso dizer, acho que todos sentiram. Mas foi um ano importante para nós.
Os primeiros cinco anos de uma criança podem dizer muito sobre seu futuro. É nesse tempinho que grande parte do desenvolvimento psicomotor acontece. E com quase dois meses de atraso, venho aqui publicar o balanço deste último ano, 2013, o ano não convulsivo. Essa definição é a mais atraente para mim, pois aquilo que foi um tormento em 2012, simplesmente não habitou 2013.
Nada que não possa retornar a qualquer momento, até mesmo porque, até o último exame de EEG da Bel, a atividade cerebral ainda estava completamente alterada. Porém, o sinal alterado não tem externalizado seus choques para o corpo, possibilitando a nós uma vida um pouco mais tranquila. Acho que, por enquanto, acertamos na escolha e nas doses dos medicamentos.
2013 foi um ano terapêutico. Izabel trabalhou bastante e tivemos a certeza de que temos um time de primeira. Foi um ano cognitivo, pois a pequena deu um salto e nos mostrou que mesmo sem caminhar e sem falar (sempre falo isso, pois são as duas perguntas básicas que me fazem quando digo que ela é PC) ela deu o jeitinho dela para interagir com o mundo e tem demonstrado cada vez mais e melhor tudo aquilo que deseja ou não fazer.
O ponto fraco do nosso querido 2013 foram as crises respiratórias. Nada muito grave, porém, muito recorrentes. O que nos aproximou da pneumologista Tânia Wrobel que há alguns meses vem nos dando uma atenção especial. O aumento de secreção repentino sempre vem acompanhado por alguma infecção e, claro, a imunidade cai, Bebel fica molinha, antibiótico atrás de antibiótico e até equalizar vão algumas semanas/meses.
O nosso guerreiro 2013 fechou com chave de ouro e nota 10 para a pequena grande Izabel. Finalmente concluímos o ciclo dos 05 primeiros anos de vida. Lançamos um livro, contamos nossa história para o mundo, fizemos Therasuit, fidelizamos um time de profissionais de ouro e estivemos cercadas por pessoas com muito, muito amor. Se ficarmos estáveis com a respiração e com as convulsões, seguiremos sorrindo por um 2014 ainda mais promissor!
Keep walking ...
Que 2013 voou não preciso dizer, acho que todos sentiram. Mas foi um ano importante para nós.
Os primeiros cinco anos de uma criança podem dizer muito sobre seu futuro. É nesse tempinho que grande parte do desenvolvimento psicomotor acontece. E com quase dois meses de atraso, venho aqui publicar o balanço deste último ano, 2013, o ano não convulsivo. Essa definição é a mais atraente para mim, pois aquilo que foi um tormento em 2012, simplesmente não habitou 2013.
Nada que não possa retornar a qualquer momento, até mesmo porque, até o último exame de EEG da Bel, a atividade cerebral ainda estava completamente alterada. Porém, o sinal alterado não tem externalizado seus choques para o corpo, possibilitando a nós uma vida um pouco mais tranquila. Acho que, por enquanto, acertamos na escolha e nas doses dos medicamentos.
2013 foi um ano terapêutico. Izabel trabalhou bastante e tivemos a certeza de que temos um time de primeira. Foi um ano cognitivo, pois a pequena deu um salto e nos mostrou que mesmo sem caminhar e sem falar (sempre falo isso, pois são as duas perguntas básicas que me fazem quando digo que ela é PC) ela deu o jeitinho dela para interagir com o mundo e tem demonstrado cada vez mais e melhor tudo aquilo que deseja ou não fazer.
O ponto fraco do nosso querido 2013 foram as crises respiratórias. Nada muito grave, porém, muito recorrentes. O que nos aproximou da pneumologista Tânia Wrobel que há alguns meses vem nos dando uma atenção especial. O aumento de secreção repentino sempre vem acompanhado por alguma infecção e, claro, a imunidade cai, Bebel fica molinha, antibiótico atrás de antibiótico e até equalizar vão algumas semanas/meses.
O nosso guerreiro 2013 fechou com chave de ouro e nota 10 para a pequena grande Izabel. Finalmente concluímos o ciclo dos 05 primeiros anos de vida. Lançamos um livro, contamos nossa história para o mundo, fizemos Therasuit, fidelizamos um time de profissionais de ouro e estivemos cercadas por pessoas com muito, muito amor. Se ficarmos estáveis com a respiração e com as convulsões, seguiremos sorrindo por um 2014 ainda mais promissor!
Keep walking ...
quinta-feira, 14 de novembro de 2013
Arriba, muchacha
O primeiro passinho de um grande avanço começou hoje! A Bebel ganhou de presente da Deise, sua fono, um adaptador infantil de vaso sanitário e o mais engraçado é que eu estava pensando em comprar desde a semana passada, mas vi o preço e preferi esperar o próximo mês começar.
A Deise foi mais rápida e, não só comprou, como também iniciou o processo de tirar a fralda da Bel aqui em casa! A mamãe aqui estava no trabalho e morreu de ciúmes mas, confesso, precisava mesmo de um empurrãozinho para criar coragem e iniciar esse trabalho que certamente vai ser bastante árduo.
Quando fui à reunião no Colégio São Paulo, futura escola da Bel, na semana passada - isso mesmo, infelizmente a escolinha dela (Edelweiss) vai fechar e teremos que mudá-la, pelo menos será para uma escola ao lado de casa e que vai até o final do ensino médio - durante a entrevista coloquei essa questão e a escola se mostrou super favorável, porém alertou-me de que uma vez iniciado o processo teríamos de caminhar junto em casa. Ou seja, é chegada a hora, ou melhor, já passa da hora de iniciar este processo. Ainda bem que a Deise se antecipou em relação a mim.
O "truque" inicial vai ser levar a Bel para o banheiro após as refeições e ao banho, estimulando-a a fazer suas necessidades. Hoje a Deise fez isso com auxílio da Fabi e da técnica de enfermagem e deu certo. Foi logo após o banho e ela curtiu bastante ouvir o barulhinho do próprio xixi. (Risos)
Quando cheguei do trabalho e fui colocá-la para dormir percebi que ela faria o "número 2" e corri para o banheiro. Ela fez um pouco na fralda, mas terminou no vaso e pude limpá-la com o chuveirinho. Ela também achou engraçado e demonstrou querer tirar a fralda enquanto estava deitada na cama. Ou seja, ela parece ter entendido logo no primeiro dia como "a coisa deve ser".
Claro que ainda vamos ter muito trabalho, afinal, ela tem que aprender a sinalizar quando estiver com vontade e aguardar até que alguém a leve ao banheiro, mas só de termos iniciado essa nova tarefa já sinto que alguma coisa mudou aqui. A menininha está virando uma mocinha...
A Deise foi mais rápida e, não só comprou, como também iniciou o processo de tirar a fralda da Bel aqui em casa! A mamãe aqui estava no trabalho e morreu de ciúmes mas, confesso, precisava mesmo de um empurrãozinho para criar coragem e iniciar esse trabalho que certamente vai ser bastante árduo.
Quando fui à reunião no Colégio São Paulo, futura escola da Bel, na semana passada - isso mesmo, infelizmente a escolinha dela (Edelweiss) vai fechar e teremos que mudá-la, pelo menos será para uma escola ao lado de casa e que vai até o final do ensino médio - durante a entrevista coloquei essa questão e a escola se mostrou super favorável, porém alertou-me de que uma vez iniciado o processo teríamos de caminhar junto em casa. Ou seja, é chegada a hora, ou melhor, já passa da hora de iniciar este processo. Ainda bem que a Deise se antecipou em relação a mim.
O "truque" inicial vai ser levar a Bel para o banheiro após as refeições e ao banho, estimulando-a a fazer suas necessidades. Hoje a Deise fez isso com auxílio da Fabi e da técnica de enfermagem e deu certo. Foi logo após o banho e ela curtiu bastante ouvir o barulhinho do próprio xixi. (Risos)
Quando cheguei do trabalho e fui colocá-la para dormir percebi que ela faria o "número 2" e corri para o banheiro. Ela fez um pouco na fralda, mas terminou no vaso e pude limpá-la com o chuveirinho. Ela também achou engraçado e demonstrou querer tirar a fralda enquanto estava deitada na cama. Ou seja, ela parece ter entendido logo no primeiro dia como "a coisa deve ser".
Claro que ainda vamos ter muito trabalho, afinal, ela tem que aprender a sinalizar quando estiver com vontade e aguardar até que alguém a leve ao banheiro, mas só de termos iniciado essa nova tarefa já sinto que alguma coisa mudou aqui. A menininha está virando uma mocinha...
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quinta-feira, 24 de outubro de 2013
Carta a Izabel
É filha, a nossa história virou um livro! Um livro sobre você, sobre a mamãe aqui (...)
Um livro sobre nossa luta, nossas conquistas, nossos altos e baixos, porque sabe, filha, por mais que a gente queira manter tudo sob controle e estar sempre sorrindo, a vida é feita de altos e baixos! As quedas nos fortalecem, fazem com que tenhamos de levantar e os momentos de pura alegria nos mostram que vale a pena viver e tentar dar o nosso melhor nesse "mundão de Deus".
O livro é também sobre amor, sabe filha?! O amor que eu sinto por você é tão grande, tão puro e tão seu só seu, quer dizer, tão só meu e seu, que mesmo diante das quedas da vida eu consigo sentir plenitude.
Claro que nunca imaginei criá-la sozinha e muito menos, quando fiz você, imaginei que um dia me separaria do seu pai, mas a vida segue, né minha pequena?! São as famosas "coisas da vida"... Nos separamos e eu até amei outro homem, olha que incrível! Achei que ia casar, te dar um irmãozinho, mas não foi assim que o "Pai nosso do céu" planejou. Ou, se foi, algo saiu fora do controle dele. Mas o meu amor por você está aqui, ileso, sem papai no mesmo teto, sem o outro homem que amei para nos dar uma família... São amores diferentes, sabe minha linda?! E o amor que construo com você é o mesmo que me foi transferido nesse tetinho que está acima de nós nesse dado instante. É o amor de família, de avós, pai, mãe, irmãos. É o amor de pessoas que nasceram sob o mesmo teto e que desenvolveram esse sentimento em harmonia.
Estou falando isso tudo para lhe dizer quanto orgulho sinto de você por causa do lançamento do livro! Se não fosse você não existiria livro... Olha só como você é importante. Você saiu no jornal (e gosta muito quando te falo que tem foto sua no jornal, figurinha), é capa e tema de livro. É uma queridinha e esbanja esse amor que eu me esforço para te passar. Esbanja tanto amor que conquista a repórter e o fotógrafo durante uma mesma entrevista. (Tenho que rir)
Filha, você é o amor puro, leve, pleno. Você é doce, sincera e feliz! Você me faz feliz! Sou grata por você ser minha e ser sua, por ser única, guerreira, teimosa e muito sapeca!
p.s. Adriana Benevides, inspirei-me nas suas cartas para o Antônio na hora de escrever este post. Acho que a última vez que tinha escrito uma carta para a Bel ela ainda estava na minha barriga e é tão bom escrever para eles...
Um livro sobre nossa luta, nossas conquistas, nossos altos e baixos, porque sabe, filha, por mais que a gente queira manter tudo sob controle e estar sempre sorrindo, a vida é feita de altos e baixos! As quedas nos fortalecem, fazem com que tenhamos de levantar e os momentos de pura alegria nos mostram que vale a pena viver e tentar dar o nosso melhor nesse "mundão de Deus".
O livro é também sobre amor, sabe filha?! O amor que eu sinto por você é tão grande, tão puro e tão seu só seu, quer dizer, tão só meu e seu, que mesmo diante das quedas da vida eu consigo sentir plenitude.
Claro que nunca imaginei criá-la sozinha e muito menos, quando fiz você, imaginei que um dia me separaria do seu pai, mas a vida segue, né minha pequena?! São as famosas "coisas da vida"... Nos separamos e eu até amei outro homem, olha que incrível! Achei que ia casar, te dar um irmãozinho, mas não foi assim que o "Pai nosso do céu" planejou. Ou, se foi, algo saiu fora do controle dele. Mas o meu amor por você está aqui, ileso, sem papai no mesmo teto, sem o outro homem que amei para nos dar uma família... São amores diferentes, sabe minha linda?! E o amor que construo com você é o mesmo que me foi transferido nesse tetinho que está acima de nós nesse dado instante. É o amor de família, de avós, pai, mãe, irmãos. É o amor de pessoas que nasceram sob o mesmo teto e que desenvolveram esse sentimento em harmonia.
Estou falando isso tudo para lhe dizer quanto orgulho sinto de você por causa do lançamento do livro! Se não fosse você não existiria livro... Olha só como você é importante. Você saiu no jornal (e gosta muito quando te falo que tem foto sua no jornal, figurinha), é capa e tema de livro. É uma queridinha e esbanja esse amor que eu me esforço para te passar. Esbanja tanto amor que conquista a repórter e o fotógrafo durante uma mesma entrevista. (Tenho que rir)
Filha, você é o amor puro, leve, pleno. Você é doce, sincera e feliz! Você me faz feliz! Sou grata por você ser minha e ser sua, por ser única, guerreira, teimosa e muito sapeca!
p.s. Adriana Benevides, inspirei-me nas suas cartas para o Antônio na hora de escrever este post. Acho que a última vez que tinha escrito uma carta para a Bel ela ainda estava na minha barriga e é tão bom escrever para eles...
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