Sem muitas delongas. No dia 29 (de outubro de 2013) completa 5 anos que a Bebel foi para a casa. É como uma data de aniversário, levando em consideração o nascimento trágico e os primeiros meses de vida dentro de uma U.T.I.
Não reconheço mais a Bruna de meia década atrás, mas sei que aquela Bruna colaborou muito para o estado atual dessa Bruna que vos fala... Tenho uma tendência ao esquecimento, rs, e vejo isso positivamente. É como se eu aceitasse, entendesse e, naturalmente, esquecesse certas coisas que me acontecem. É claro que se eu parar para contar uma história, se eu forçar a minha memória, vou lembrar-me dos fatos como ocorreram, mas o parto confuso e a fase de recém-nascida inteira da Bel dentro da Neotin (a UTI onde ela ficou internada) não me causaram traumas, depressão ou qualquer dificuldade para ganhar a vida.
Em comemoração a esses cinco anos de batalhas, vitórias e vida, lanço o meu primeiro livro. Claro, sobre a história da Izabel! Graças a popularidade deste blog e a minha vontade (sempre quis escrever um livro!) o sonho virou realidade, após um contato que fiz em meados de abril com a Editora Multifoco.
Todos os amigos, interessados em saber sobre a vida de uma criança com paralisia cerebral, conhecidos ou não, estão convidados para o lançamento que será na Rua Mem de Sá, 126 - Lapa. (Repito, dia 29 de outubro, hein?!). Porteriormente, o livro será vendido pela internet nos sites da livraria Cultura, da livraria da Travessa e no próprio site da editora Multifoco.
É muito bom poder contar para o mundo a nossa história, principalmente, se ela for de utilidade para outras pessoas (e eu acho que pode ser)...
Aos 30, já plantei a árvore, tive o filho e escrevi o livro! Que venham mais 30 anos de vida...
segunda-feira, 21 de outubro de 2013
quinta-feira, 29 de agosto de 2013
Fala que eu te escuto!
Chego em casa pouco antes das 21h e sento no sofá para resolver as últimas pendências depois de um dia atribulado e eis que um grunhido começa a me chamar a atenção. "Aaaaaaa..." contínua e crescentemente aquele som adentrou meu cérebro, que após umas 10 repetições decodificou: "mamãe, estou acordada!", "gente, alguém, qualquer pessoa(!!!) Vem ficar comigo" e eu corro para ver se a Bel acordou ou se eu estou surtando, ouvindo sons...
Quando entro no quarto me deparo com a cena: ela, sentada na cama de costas para a porta, falando a sua língua, declamando um poema ou, simplesmente, chamando a atenção da mamãe aqui...
Eu corro para tirar a foto e ela me sorri com uma cara de sapeca:"Ufa! Até que enfim você chegou!"
Sabe, às vezes o fato de a Bel não ter uma oralidade plena me causa preocupações, outras vezes não me faz a mínima falta. A sintonia é tanta que eu me sinto compreendendo tudo o que ela quer falar e, como já disse anteriormente, posso até escutá-la pronunciando determinadas frases...
Quando entro no quarto me deparo com a cena: ela, sentada na cama de costas para a porta, falando a sua língua, declamando um poema ou, simplesmente, chamando a atenção da mamãe aqui...
Eu corro para tirar a foto e ela me sorri com uma cara de sapeca:"Ufa! Até que enfim você chegou!"
Sabe, às vezes o fato de a Bel não ter uma oralidade plena me causa preocupações, outras vezes não me faz a mínima falta. A sintonia é tanta que eu me sinto compreendendo tudo o que ela quer falar e, como já disse anteriormente, posso até escutá-la pronunciando determinadas frases...
domingo, 18 de agosto de 2013
Solstício de inverno
O fenômeno astronômico marca o início do inverno por volta de 21 de junho no hemisfério sul e 22 de dezembro no hemisfério norte. A palavra de vem do Latim e significa "sol que não se move". Uma "googlezada" sobre o assunte e: é o momento em que o Sol, durante seu movimento aparente na esfera celeste, atinge a maior declinação em latitude, medida a partir da linha do equador. Os solstícios ocorrem duas vezes por ano: em dezembro e em junho. O dia e hora exatos variam de um ano para outro. Quando ocorre no verão significa que a duração do dia é a mais longa do ano. Analogamente, quando ocorre no inverno, significa que a duração da noite é a mais longa do ano.
Aqui em casa, o fenômeno tem outro nome: sustinho de inverno e pode ser observado em todas as estações do ano, mas no inverno, certamente, ele é mais corriqueiro e duradouro.
Esse ano, mais uma vez, Bebel aniversariou dodói. Na madrugada de seu aniversário teve um pico de 40º de febre. No dia seguinte, quando a Voléria e a Fabi levaram-na ao hospital para mim (pois eu estava no trabalho) o diagnóstico era um: a maldita pneumonia!
Beleza, já tiramos de letra o assunto. Antibiótico, repouso e nebulizações. Só que isso era uma segunda-feira e a festinha da pequena estava marcada para o próximo sábado. Ela deu uma melhorada durante a semana, mas nada muito significante. No dia da festa, Bel aproveitou com os amigos, mas estava um tanto cabisbaixa. Coisas da vida...
Na semana seguinte, um dia após o término do antibiótico, novo pico de febre. Desta vez foi até os 38,5º apenas. Retornamos na emergência e o diagnóstico era outro: otite! Logo, outro antibiótico entrou para ser administrado. Do Clavulin BD passamos para o Zynnat sem intervalo. Seguimos o tratamento e, novamente, no último dia do remédio mais um pico de febre. Desta vez 39º, corri para o Coa D´or e pedi um check up completo. Saímos de lá às 1am e eu me sentindo a pior mãe do mundo. Diagnóstico: pneumonia, otite e sinusite. Hemograma péssimo. E novo antibiótico entraria com medicamentos coadjuvantes. Durante a semana corri para marcar consulta com a pneumologista da Bel e o diagnóstico era um pouco diferente. Analisando os mesmos exames que o plantonista viu, a Dra Tânia Wrobel descartou a pneumonia e a otite, o que me deixou mais aliviada e confiante no meu posto de mãe e ficou apenas com a sinusite. Esta estava bem "carregada". Além do antibiótico iniciado no dia que fomos na emergência, a Dra passou dois sprays para o nariz e a pequena parece está melhorando.
Nisso já se vão mais de 20 dias, dos quais quase todos a Bel não foi à aula e nem à fisioterapia. Apenas os tratamentos domiciliares continuaram e ainda com esse frio todo... Acho que ela vai ficar de molho mais uma semana pelo menos.
Inverno aqui em casa é sempre assim. Gripe, virose, antibióticos, febrões, isolamento... Não dá pra fugir, essa é a nossa realidade. E o grude com a mamãe só aumenta assim!
Na certeza de dias melhores, pode ter fé, eles sempre vem!, vamos seguindo...
Aqui em casa, o fenômeno tem outro nome: sustinho de inverno e pode ser observado em todas as estações do ano, mas no inverno, certamente, ele é mais corriqueiro e duradouro.
Esse ano, mais uma vez, Bebel aniversariou dodói. Na madrugada de seu aniversário teve um pico de 40º de febre. No dia seguinte, quando a Voléria e a Fabi levaram-na ao hospital para mim (pois eu estava no trabalho) o diagnóstico era um: a maldita pneumonia!
Beleza, já tiramos de letra o assunto. Antibiótico, repouso e nebulizações. Só que isso era uma segunda-feira e a festinha da pequena estava marcada para o próximo sábado. Ela deu uma melhorada durante a semana, mas nada muito significante. No dia da festa, Bel aproveitou com os amigos, mas estava um tanto cabisbaixa. Coisas da vida...
Na semana seguinte, um dia após o término do antibiótico, novo pico de febre. Desta vez foi até os 38,5º apenas. Retornamos na emergência e o diagnóstico era outro: otite! Logo, outro antibiótico entrou para ser administrado. Do Clavulin BD passamos para o Zynnat sem intervalo. Seguimos o tratamento e, novamente, no último dia do remédio mais um pico de febre. Desta vez 39º, corri para o Coa D´or e pedi um check up completo. Saímos de lá às 1am e eu me sentindo a pior mãe do mundo. Diagnóstico: pneumonia, otite e sinusite. Hemograma péssimo. E novo antibiótico entraria com medicamentos coadjuvantes. Durante a semana corri para marcar consulta com a pneumologista da Bel e o diagnóstico era um pouco diferente. Analisando os mesmos exames que o plantonista viu, a Dra Tânia Wrobel descartou a pneumonia e a otite, o que me deixou mais aliviada e confiante no meu posto de mãe e ficou apenas com a sinusite. Esta estava bem "carregada". Além do antibiótico iniciado no dia que fomos na emergência, a Dra passou dois sprays para o nariz e a pequena parece está melhorando.
Nisso já se vão mais de 20 dias, dos quais quase todos a Bel não foi à aula e nem à fisioterapia. Apenas os tratamentos domiciliares continuaram e ainda com esse frio todo... Acho que ela vai ficar de molho mais uma semana pelo menos.
Inverno aqui em casa é sempre assim. Gripe, virose, antibióticos, febrões, isolamento... Não dá pra fugir, essa é a nossa realidade. E o grude com a mamãe só aumenta assim!
Na certeza de dias melhores, pode ter fé, eles sempre vem!, vamos seguindo...
| Nossa mais recente ida ao "Copa", segunda passada. |
| Bel pela lente do skype do Vô João. |
| Com a Best, Yumi, no niver. |
| Denguinho com a mamãe antes de dormir. |
| Denguinho no "Copa" |
| Denguinho com a mamãe na hora do soninho. |
| De olho no lindão do Pedro! |
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segunda-feira, 5 de agosto de 2013
Uma digressão importante sobre os 5 anos que voaram...
Interessante perceber as variáveis do tempo na nossa vida. Como certas circunstâncias demoram tanto a passar e outras passam tão rápido. É como comparar pegar uma estrada livre para Teresópolis durante o alvorecer ou um engarrafamento estúpido eixo Zona Sul x Barra na hora do rush durante a semana. Provavelmente o tempo de permanência no carro será o mesma nas duas circunstâncias, a única diferença será a quilometragem percorrida, mas o seu humor certamente será bem distinto.
Coisas ruins demoram a passar e coisas boas voam no tempo como os primeiros 5 anos da Izabel. Apesar dos inúmeros momentos tensos nessa primeira etapa de vida, o resultado geral foi bem positivo.
Ouvimos que ela não conseguiria se alimentar va oral. Ela conseguiu até os três anos, fez uma GTT, mas já trabalha com a fono para retomar a alimentação.
Ouvimos que ela não enxergava muio bem. Ela fez uma cirurgia para estrabismo, mas percebe tudo ao seu redor, reconhece pessoas, indica objetos.
Ouvimos que ela teria comprometimento cognitivo. O que você chama de cognição?
Uma breve visita ao Google° e:
Coisas ruins demoram a passar e coisas boas voam no tempo como os primeiros 5 anos da Izabel. Apesar dos inúmeros momentos tensos nessa primeira etapa de vida, o resultado geral foi bem positivo.
Ouvimos que ela não conseguiria se alimentar va oral. Ela conseguiu até os três anos, fez uma GTT, mas já trabalha com a fono para retomar a alimentação.
Ouvimos que ela não enxergava muio bem. Ela fez uma cirurgia para estrabismo, mas percebe tudo ao seu redor, reconhece pessoas, indica objetos.
Ouvimos que ela teria comprometimento cognitivo. O que você chama de cognição?
Uma breve visita ao Google° e:
Cognição é o ato
ou processo de conhecer, que envolve atenção, percepção, memória, raciocínio, juízo, imaginação, pensamento e linguagem, a palavra tem origem nos escritos de Platão e Aristóteles.
Ok. No quesito linguagem poderíamos ficar atados, mas o que você chama de linguagem?
Linguagem pode se referir tanto à capacidade especificamente humana para
aquisição e utilização de sistemas complexos de comunicação, quanto à uma
instância específica de um sistema de comunicação complexo3 .
Ok. Linguagem oral ainda não é o forte aqui em casa, mas utilizamos nossos signos e conferimos à eles inúmeros significados que na MINHA opinião integra um sistema de comunicação complexo. Ôxe.
Ouvimos muitas coisas, mas nesses cinco anos não nos acomodamos. Corremos atrás e conseguimos reduzir certos prejuízos, conseguimos minimizar riscos e vencer obstáculos. Nesses cinco anos fizemos um pouco de um tudo e de tudo um pouco e, hoje, já trilhamos com mais segurança nosso rumo, elaboramos nossos roteiros e dificilmente fugimos do script.
Procuramos os melhores profissionais, não perdemos tempo com abobrinhas, conhecemos os equipos hightech (esses nós não adquirimos todos por que falta ainda tentem!) e vivemos a nossa vidinha como se nada tivesse acontecido. Na real, vivemos nossa vidinha enfrentando tudo o que nos aconteceu e ãté nos abateu, mas não nos derrubou. Somos felizes diante de uma PC!
| Foto antiga, mas que eu acho deliciosa de ver... |
segunda-feira, 27 de maio de 2013
A palavra é: FORÇA!
Terminamos o primeiro intensivo de Therasuit na última sexta, 24, e 'força' é a palavra que melhor define tudo o que foi feito durante essas 3 semanas de 3 horas de exercícios diários. Força foi o que a Bel teve que fazer para se sustentar com a roupa própria do método, força foi o que ela teve que fazer para aguentar ficar no "spider" (a estrutura apropriada para manusear a criança), força foi o que ela adquiriu nos músculos dos braços, pernas, barriga, tronco e pescoço.
O tratamento começou no dia 06 de maio e 'força' foi a primeira coisa que ela obrigatoriamente teve que ter para acordar às 5 a.m.; força de vontade dela, que acordava com um sorriso lindo, e minha, que tinha que respirar fundo e aguentar uma baldeação até Itaipu a carregando nos braços ou no carrinho.
Sim, nós escolhemos fazer o Therasuit em Itaipu, pois foi o lugar mais próximo de casa que tivemos uma ótima indicação. Sempre que uma nova terapia "entra em jogo", procuro conversar com os profissionais que atendem a Bel para saber o que acham tanto do tratamento quanto dos profissionais disponíveis. Faço isso porque procuro sempre o melhor, dentro das minhas possibilidades, é claro.
Esta foi mais uma escolha bem acertada e a nossa equipe de fisioterapeutas contribuiu muito para a nossa escolha, afinal elas nos deram a dica e assinaram embaixo do trabalho realizado pela fisioterapeuta Manuela Vieira, uma das sócias da Clínica Ponto de Equilíbro.
Além de um ótimo manuseio e olhar super apurado, Manu é carismática, bagunceira, divertida e numa tacada só conquistou a mãe e a filha! As sessões foram super descontraídas e a Izabel trabalhou quase ininterruptamente durante as 3 horas diárias que por sinal passavam voando.
Assim como o CME, acredito que o Therasuit quando realizado por um profissional apto, determinado e "curioso" pode beneficiar muito o paciente em tratamento, principalmente, se o terapeuta unir durante o intensivo todo o seu conhecimento sobre o corpo humano às outras técnicas e conceitos especializados de fisioterapia.
Provavelmente a Bebel vai fazer um novo intensivo de Therasuit em dezembro; se tudo correr bem, pretendo encaixar um CME em meados de setembro e, claro, nos intervalos todos, as terapias de rotina continuam à todo vapor!
A rotina faz parte da vida de uma criança com limitações motoras, mas percebo que nos intensivos é onde lançam-se os novos desafios. Um complementa o outro e ambos são essenciais para o corpo mostrar ao cérebro o que ele é capaz de realizar, mesmo diante de uma lesão importante.
O tratamento começou no dia 06 de maio e 'força' foi a primeira coisa que ela obrigatoriamente teve que ter para acordar às 5 a.m.; força de vontade dela, que acordava com um sorriso lindo, e minha, que tinha que respirar fundo e aguentar uma baldeação até Itaipu a carregando nos braços ou no carrinho.
Sim, nós escolhemos fazer o Therasuit em Itaipu, pois foi o lugar mais próximo de casa que tivemos uma ótima indicação. Sempre que uma nova terapia "entra em jogo", procuro conversar com os profissionais que atendem a Bel para saber o que acham tanto do tratamento quanto dos profissionais disponíveis. Faço isso porque procuro sempre o melhor, dentro das minhas possibilidades, é claro.
Esta foi mais uma escolha bem acertada e a nossa equipe de fisioterapeutas contribuiu muito para a nossa escolha, afinal elas nos deram a dica e assinaram embaixo do trabalho realizado pela fisioterapeuta Manuela Vieira, uma das sócias da Clínica Ponto de Equilíbro.
Além de um ótimo manuseio e olhar super apurado, Manu é carismática, bagunceira, divertida e numa tacada só conquistou a mãe e a filha! As sessões foram super descontraídas e a Izabel trabalhou quase ininterruptamente durante as 3 horas diárias que por sinal passavam voando.
Assim como o CME, acredito que o Therasuit quando realizado por um profissional apto, determinado e "curioso" pode beneficiar muito o paciente em tratamento, principalmente, se o terapeuta unir durante o intensivo todo o seu conhecimento sobre o corpo humano às outras técnicas e conceitos especializados de fisioterapia.
Provavelmente a Bebel vai fazer um novo intensivo de Therasuit em dezembro; se tudo correr bem, pretendo encaixar um CME em meados de setembro e, claro, nos intervalos todos, as terapias de rotina continuam à todo vapor!
A rotina faz parte da vida de uma criança com limitações motoras, mas percebo que nos intensivos é onde lançam-se os novos desafios. Um complementa o outro e ambos são essenciais para o corpo mostrar ao cérebro o que ele é capaz de realizar, mesmo diante de uma lesão importante.
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013
Experimentar o experimental...
Aproveitando a maré alta da Bebel, resolvi ter a brilhante ideia de levá-la com o andador para a praia. Areia, água do mar, farofa. Tudo que eu e ela mais amamos. Bagunça! E nessa baguncinha boa nós vamos orientando a Bel, fortalecendo os músculos, criando e alimentando novas conexões... No cérebro, no corpo e na alma.
A perninha dela até tremia de tanto esforço e quando eu dizia para ela me olhar enquanto eu mergulhava, ela permanecia durinha e morria de rir. Tudo isso na beirinha da água.
Não sei se o andador que temos é o mais indicado para ela atualmente. Ele quebra um galho, mas seguindo as indicações da mamãe Adriana, acho que vou testar outros modelos que podem trazer maiores benefícios para a pequena.
Temos aproveitado os novos horários da Bel para passear, ir à praia e viver a vida. Que já é tão preenchida pelas terapias e estimulações precoces. Por mais que surja uma febrinha ou outra no meio das nossas estripulias, pretendo continuar com esse ritmo de "vida social" que a Bel andou tão privada nos últimos meses. Afinal de contas, o momento da escolinha está realmente chegando. E possivelmente os horários ficarão mais apertados ainda. Então, por enquanto, vamos aproveitar!
Abaixo, além das fotos, deixo um trecho do Wally Salomão, poeta e ativista cultural, que eu curto muito e acho que tem tudo a ver com as ideias que deixamos brotar nas nossas cabecinhas.
Experimentar o experimental,
A fala da favela.
O nódulo decisivo nunca deixou de ser o ânimo de plasmar uma linguagem, convite para uma viagem.
E agora, quer dizer, o que é que eu sou?
Meu nome é Wally Salomão, um nome árabe, Wally Dias Salomão.
Nasci numa pequena cidade da caatinga baiana, do sertão baiano.
Filho de pai árabe e uma sertaneja baiana…
“A memória é uma ilha de edição… a memória é uma ilha de edição…”
Nasci sobe um teto sossegado, meu sonho era um pequenino sonho meu.
Na ciência dos cuidados fui treinado, agora, entre o meu ser e o ser alheio, a linha de fronteira se rompeu, a linha de fronteira de rompeu!
Câmara de Éter.
“Eu tenho um pé no chão, porque eu sou de virgem, mas a cabeça, eu gosto que avõe”
Incorporo a revolta, dança do intelecto e ação dionisíaca.
Obsessiva ideia de fundar uma nova ordem frente às categorias exauridas da arte e a indignação da rebeldia ética,a quase catatonia do quase cinema e o júbilo epifânico do Édem…
Samba, o dono do corpo.
Expressão musical das etnias negras ou mestiças no quadro da vida urbana brasileira.
É, vamos inventar: “era uma vez…”
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013
Mulher de fases
"Tenho fases como a Lua
Fases de andar escondido
Fases de ir para a rua
Fases que vão e vem ..."
Li esse poema no colégio e ficou na memória. Todo mundo é "complicado e perfeitinho" todo mundo é de fases como a lua.
Essa maternidade tão especial exacerba ainda mais essas fases. O momento crítico é realmente crítico, como no fundo do poço. Mas por outro lado, as épocas de virtudes são esplendorosas de tirar o fôlego. São quase inacreditáveis...
Pois bem, depois de um final de ano complicado recheado de otites, sinusites e duas pneumonias, estamos vivendo o esplendor novamente. Claro, há várias hipóteses e o famoso "todo" colabora muito para essa melhora.
Além da "bichinha" estar fazendo entre três e quatro sessões de terapia por dia, incluímos a fisioterapia respiratória como a única atividade diária. Aquela que ela faz todos os dias e alguns dias faz até mais de uma sessão. É super cansativo, mas estamos vendo muito resultado, principalmente depois que o Professor Farley entrou com sua super ginástica respiratória. Benza Deus! Não sei quem fica mais cansado: a Bebel, o Farley ou nós que assistimos a sessão.
No decorrer dessas pneumonias a Bel acabou tendo que fazer tratamento respiratório com corticoide e um dos efeitos colaterais deste santo "vilão" (santo porque remedia inúmeras doenças e vilão porque que não falta é efeito colateral para dar) é a hiperatividade. E com uma semana de tratamento a minha bichinha acabou trocando o dia pela noite. Na verdade, ela acabou virando uma "corujinha" e estava indo dormir todos os dias por volta das 5, 6 horas da manhã.
Esse fator específico me levou a procurar uma outra opinião neurológica e nós conhecemos a Dra Priscila. Uma fofa! Ela é neurofisiatra e além de examinar a Izabel toda, iniciou uma pesquisa de hipóteses para o quadro respiratório da pequena. Vale ressaltar que: no final do ano passado fizemos investigação com pneumologista, fomos na infecto e fizemos um check up completo da baby Bel.
Saímos da consulta com a Dra Priscila com recomendações de dar uma parada na estimulação oral com alimento da Bel e um remedinho para ela dormir melhor. Desde então não houve mais febre e a princesa está num crescente só de conquistas...
Não sabemos se ela estava micro aspirando a comida, se a intensificação da respiratória ajudou a melhorar o quadro ou se, simplesmente, a virose foi embora e com a melhora da tonicidade muscular ela não está mais acumulando tanta secreção. Não importa. O que importa é que ela está ótima! Na verdade, pode ser tudojuntoemisturado. Porque este universo especial é feito de ambivalências e de aglomerações. Quanto mais melhor, devagar e sempre!
Um recadinho especial para minha filhota:
Filha, a mamãe Bruna está do seu lado sempre! Desde as lutas mais difíceis até as mais belas conquistas. Você é meu pedacinho de céu, o amor da minha vida, minha princesa linda encantada. Você é a sabedoria alegre, meu grão, meu chão! Te amo... E vamos pra folia, porque é Carnaval !!! E nos últimos dois anos você quase não viu folia pois estava doente.
p.s.: percebi hoje que sempre escrevo os textos no plural: incluímos, percebemos... Engraçado, pois falo de coisas que eu resolvo e dou apenas o meu ponto de vista aqui. Mas como nunca (ou será que sempre?) estamos sozinhos mesmo, melhor deixar no plural....
Fases de andar escondido
Fases de ir para a rua
Fases que vão e vem ..."
Li esse poema no colégio e ficou na memória. Todo mundo é "complicado e perfeitinho" todo mundo é de fases como a lua.
Essa maternidade tão especial exacerba ainda mais essas fases. O momento crítico é realmente crítico, como no fundo do poço. Mas por outro lado, as épocas de virtudes são esplendorosas de tirar o fôlego. São quase inacreditáveis...
Pois bem, depois de um final de ano complicado recheado de otites, sinusites e duas pneumonias, estamos vivendo o esplendor novamente. Claro, há várias hipóteses e o famoso "todo" colabora muito para essa melhora.
Além da "bichinha" estar fazendo entre três e quatro sessões de terapia por dia, incluímos a fisioterapia respiratória como a única atividade diária. Aquela que ela faz todos os dias e alguns dias faz até mais de uma sessão. É super cansativo, mas estamos vendo muito resultado, principalmente depois que o Professor Farley entrou com sua super ginástica respiratória. Benza Deus! Não sei quem fica mais cansado: a Bebel, o Farley ou nós que assistimos a sessão.
No decorrer dessas pneumonias a Bel acabou tendo que fazer tratamento respiratório com corticoide e um dos efeitos colaterais deste santo "vilão" (santo porque remedia inúmeras doenças e vilão porque que não falta é efeito colateral para dar) é a hiperatividade. E com uma semana de tratamento a minha bichinha acabou trocando o dia pela noite. Na verdade, ela acabou virando uma "corujinha" e estava indo dormir todos os dias por volta das 5, 6 horas da manhã.
Esse fator específico me levou a procurar uma outra opinião neurológica e nós conhecemos a Dra Priscila. Uma fofa! Ela é neurofisiatra e além de examinar a Izabel toda, iniciou uma pesquisa de hipóteses para o quadro respiratório da pequena. Vale ressaltar que: no final do ano passado fizemos investigação com pneumologista, fomos na infecto e fizemos um check up completo da baby Bel.
Saímos da consulta com a Dra Priscila com recomendações de dar uma parada na estimulação oral com alimento da Bel e um remedinho para ela dormir melhor. Desde então não houve mais febre e a princesa está num crescente só de conquistas...
Não sabemos se ela estava micro aspirando a comida, se a intensificação da respiratória ajudou a melhorar o quadro ou se, simplesmente, a virose foi embora e com a melhora da tonicidade muscular ela não está mais acumulando tanta secreção. Não importa. O que importa é que ela está ótima! Na verdade, pode ser tudojuntoemisturado. Porque este universo especial é feito de ambivalências e de aglomerações. Quanto mais melhor, devagar e sempre!
Um recadinho especial para minha filhota:
Filha, a mamãe Bruna está do seu lado sempre! Desde as lutas mais difíceis até as mais belas conquistas. Você é meu pedacinho de céu, o amor da minha vida, minha princesa linda encantada. Você é a sabedoria alegre, meu grão, meu chão! Te amo... E vamos pra folia, porque é Carnaval !!! E nos últimos dois anos você quase não viu folia pois estava doente.
p.s.: percebi hoje que sempre escrevo os textos no plural: incluímos, percebemos... Engraçado, pois falo de coisas que eu resolvo e dou apenas o meu ponto de vista aqui. Mas como nunca (ou será que sempre?) estamos sozinhos mesmo, melhor deixar no plural....
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